“Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele” Jo 1,7

Jeane Brito Santos Campos, 49 anos, é assistente comercial e casada com Celio Marques, tem uma filha, Julia de 18 anos. Apesar de trabalhar em tempo integral durante a semana, Jeane sempre esteve ligada à Paroquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro através da Comunidade Santa Luzia. Sua historia de ligação com o servir a Deus, veio na verdade, antes da Comunidade santa Luzia existir.

Jeane conta que frequentava a Comunidade Perpétuo Socorro e Sr. João, hoje Diácono de nossa Paróquia, juntamente com sua esposa, estavam em missão a pedido do Frei Atílio, visitando os prédios para formar as novenas nos condomínios. Em Dezembro de 1998, 5 meses após chegar na cidade com o marido, estava com a filha recém nascida de um mês, e em seu prédio foi ela a escolhida para tentar reunir as pessoas e fazer a novena de natal. Então Jeane aceitou o desafio e bateu de porta em porta para convidar os vizinhos a participarem. Lucinéia Basílio e sua família moravam em um edifício próximo (Inayá), eles organizaram a novena em seu condomínio e foi junto a eles que iniciamos: “Não mediram esforços nos incentivando e instruindo na organização das celebrações”, conta. O objetivo final da novena, o gesto concreto, era continuar as reuniões e fazer o estudo bíblico. Na finalização da novena fizeram uma missa de encerramento no Ed. Inayá, reunindo várias pessoas dos prédios vizinhos: “Em uma noite de muita chuva, se lembra, muitos mesmo assim foram participar, e Frei Ladi disse: esse cantinho aqui da cidade merece uma igreja!”, conta. O terreno onde hoje tem a igreja era do senhor Joaquim, considerado o braço direito de frei Ladi no santuário, que ajudava no projeto Santa Clara, e vendeu o terreno em um valor muito mais baixo que o de mercado na época. Após vários chás beneficentes e festas para arrecadar dinheiro e a ajuda de várias pessoas, a igreja começou a ser construída: “A Santa Luzia foi muito abençoada porque teve muitos voluntários que trabalharam com afinco para construí-la”, explica. Seu marido e filha também foram sempre muito religiosos. No início seu esposo a levava na porta da igreja e buscava, não ficava. Na época da construção da Santa Luzia, nos almoços comunitários no Santuário, ele mudou e começou a participar ativamente. “Hoje ele é muito fiel, ajuda na equipe do dízimo junto com a filha e também faz parte do terço dos homens”, conta com alegria. Sua filha também participa do grupo de jovens e dos retiros. “Ela, desde bebê, participa comigo de todas as reuniões, foi a primeira criança a ser batizada na Igreja Santa Luzia, aos dois anos de idade, e também foi coroinha. O que leva os jovens é o testemunho de vida que damos”, conta. O círculo bíblico, início de tudo, persiste ate hoje.

Jeane participou do ECC no ano de 2007 e no ano seguinte o encontro da pastoral familiar e, na época, o padre Renato era o pároco de nossa paroquia e pediu que fosse criada uma equipe de casamentos pois haviam muitos casamentos acontecendo na paroquia. Então os voluntários da época montaram uma equipe, onde Jeane serve até hoje quando o casamento acontece na comunidade Santa Luzia. A partir do momento que a noiva agenda o casamento, a Cassia (secretária da Paróquia) já passa o meu contato para ela e já começa a organizar. A sua atuação é auxiliar os noivos na organização do roteiro, no cortejo do casamento ajudando na escolha das leituras, fazendo o ensaio e acompanhando no dia do casamento. Jeane fala acha esse servir uma experiência maravilhosa, faz com maior carinho para o momento único do casal, é considera muito gratificante, mas gostaria de dar a chance da experiência a outros que também recebessem o chamado. “Hoje em dia tem casamento todo sábado praticamente, e quase todo sábado vai e pede que a equipe toda ajude porque é uma responsabilidade muito grande”, explica. Temos hoje uma equipe com 5 pessoas além de mim: Meirizete Almeida, Danielle Torezani, Lara Callegari, Franteska Spinelli e Sandra Lovate e estamos precisando de mais voluntários.

Jeane é de uma família muito religiosa, católica, seus pais sempre frequentavam do ECC. A família foi criada assim, a primeira obrigação era ir à missa aos domingos, depois o lazer. Então costuma dizer que a sementinha plantada pelos pais ficou para todos os irmãos, muito religiosos, cada um a sua maneira. São 8 filhos e uma filha de criação; um irmão é padre, estudou em Belo Horizonte e serve na grande BH. Jeane considera que toda sua força vem de sua mãe, “servir a Deus é normal, não um sacrifício”, termina.

DEPOIMENTOS DO MARIDO E FILHA:

Quero aqui manifestar meu orgulho de ser companheiro há 22 anos, desta mulher guerreira, batalhadora, comprometida, amiga, perfeccionista, de uma alegria contagiante, que tem suas convicções, e sempre diz o que pensa, uma pessoa de iniciativa e chama a responsabilidade para si em muitas situações, mãe e esposa dedicada a família, que encontra tempo, para exercer as mais diversas atividades, no nosso lar, na vida profissional, na comunidade que participamos, onde sou testemunha do seu comprometimento, procurando desempenhar com zelo e dedicação as atividades pastorais, muitas vezes em detrimento da vida social e familiar, mas sempre com alegria e desprendimento, pois como ela mesmo diz: “ Estou aqui para servir a DEUS”, e quando é para desempenhar as atividades na comunidade Santa Luzia, onde participamos, ela sempre está disposta a colaborar e participar ativamente.

Depoimento da Julia Brito Santos Campos 18 anos – Filha

“Quando o assunto é Jeane, se torna difícil não citar a mulher guerreira e batalhadora que ela é. É mais complicado ainda, não me recordar da dedicação, amor, zelo e entrega que ela tem ao realizar qualquer atividade, principalmente as que são para Deus. Ela é aquela mulher de gênio forte que sabe o que quer e sabe tornar as coisas possíveis. Aquela que me apresentou pra Deus, que me mostrou como busca-lo, que me ensinou a orar, que me motiva a ir a igreja e que até hoje, me lembra a importância dEle na minha vida. Essa é a mulher que se desdobra em mil mas não deixa de reservar um tempo pra Deus, pra servir à Ele. Um exemplo de esposa e mãe, que é capaz de abster-se, calar-se e colocar-se em segundo plano, em diversos momentos, para que seja feita a vontade dos outros integrantes dessa família. Talvez seja a genética, a convivência diária, ou simplesmente a admiração mesmo, mas eu me orgulho em dizer que muito de mim vem dela. “Mãe: palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar a luz e sim, participar da vida de seus frutos gerados ou criados.” Essa é uma das melhores definições de mãe, principalmente da minha, que além de tudo, desperta em mim recordações de Maria, o maior exemplo de mulher, mãe e cristã que esse mundo já viu.”

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