(Foto: Comissão de Obra da Comunidade Santo Antônio)

As atividades tiveram início em março e devem durar aproximadamente dois anos.

                As transformações urbanas sofridas pela Praia da Costa nos últimos anos têm impactado não apenas o visual do bairro – hoje com mais prédios que casas –, mas também a rotina dos moradores da região. O Parque das Castanheiras tem sido cada vez mais procurado por pessoas interessadas em morar no local, conhecido pela tranquilidade e qualidade de vida.

Os reflexos dessas mudanças chegaram também à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que viu o número de fiéis crescer consideravelmente. Diante disso, surgiu a necessidade de fazer adequações no espaço físico das comunidades que a integram para melhor atender os paroquianos. A primeira a passar pelo processo de reforma e ampliação foi a igreja matriz, a comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Agora, é a vez a comunidade Santo Antônio.

No último dia 01 de março tiveram início as obras da comunidade, previstas para durarem entre dois anos e dois anos e meio. O primeiro passo foi a demolição da casa que havia ao lado da igreja, onde funcionavam a parte administrativa, reuniões e catequese. “Fomos agraciados em receber, como doação do sr. Haddad, todo o serviço de demolição e retirada dos entulhos. Foram removidos 25 caminhões com os escombros”, contou Aderirton Neves, coordenador da comunidade, que tem acompanhado de perto todo o processo.

Ele conta com o apoio de uma comissão de obra formada por paroquianos voluntários. “Fomos procurados por muitas pessoas da comunidade que queriam ajudar, muitos são engenheiros e arquitetos. Assim, formamos a comissão com Emerson, os irmãos Vinicius e Daniele Torezani, Luiz Cláudio, Eudes, Aldair e Greg Repsold. No início, Darci também nos ajudou como tesoureiro”.

Inovador e arrojado, o novo projeto arquitetônico irá transformar completamente o espaço. A capacidade da igreja aumentará para 750 pessoas sentadas, mais que o dobro da atual. A nave terá 500 m², mezanino ampliado e outras áreas. Segundo os arquitetos responsáveis pelo projeto, Greg, Olímpia e Gregório Repsold, ele está alinhado às mais modernas tecnologias de construção, sem perder de vista a sustentabilidade.

A fachada, feita em alumínio composto e vitrais com tecnologia fuzing-glass, permitirá melhor ventilação; a cobertura contará com telhas termoacústicas, além de sistema de captação e reaproveitamento da água da chuva. Tudo foi pensado com muito cuidado, desde as cores até os materiais a serem utilizados.

De acordo com Greg e Gregório, o branco, que irá predominar em toda a fachada, representa a paz e o bem desejados uns aos outros pelos fiéis nas celebrações, além de preservar as características originais da comunidade. “A cruz no topo, símbolo do próprio Cristo, coroa a igreja com o símbolo da fé católica e nos lembra de Jesus que, sentado à direita do Pai, nos traz fé e consolo. Os sinos nos recordam da presença de Deus e também irão marcar as missas, festas do padroeiro e soarão por todo o Parque das Castanheiras”.

O grande painel de vitral que será destaque na parte externa levou em consideração estudos detalhados de insolação e ventilação, de modo a permitir uma iluminação natural na maior parte do tempo, economizando gastos com energia elétrica, somado ao conforto termoacústico.

Acessibilidade

O acesso dos fiéis ao templo também será facilitado na nova estrutura. “Teremos uma confortável escada que possibilitará o trânsito correto de pessoas tanto na entrada quanto na saída da igreja, centralizando o acesso à nave, uma solicitação antiga das noivas nos casamentos. A acessibilidade será plena por meio de elevadores, escadas adaptadas e rampa de acesso ao altar”, destacaram.

A nave permanecerá no nível superior, como é hoje, e poderá ser acessada pelos fiéis por meio de uma larga escada ou do elevador, bem como por uma escada lateral, adaptada à terceira idade. No térreo, o espaço paroquial e o salão terão entradas independentes, permitindo o uso deste para festividades sem interferir no funcionamento da comunidade.

Entre as melhorias estão ainda a ampliação da Sacristia e da Capela do Santíssimo, que irá dobrar de tamanho. No térreo haverá também mais salas de catequese, uma sala de reunião com capacidade para 40 pessoas, área para a administração paroquial, além de um salão com 320 m² equipado com cantina, cozinha industrial e banheiros adaptados a portadores de necessidades especiais.

“Organizamos o layout de maneira coerente com o uso, pensando tanto no atendimento do dia a dia da comunidade, como na realização de festividades, permitindo o uso simultâneo dos espaços, sem prejuízo a nenhuma das áreas”, explicaram os arquitetos.

Expectativa

O início das obras tem atraído cada vez mais o interesse dos paroquianos. “Praticamente todos os dias alguém me pergunta como estão os trabalhos, quais os próximos passos e se estamos precisando de alguma ajuda. Toda a comunidade está muito envolvida”, conta Aderirton.

Entre eles estão o servidor público militar Mauro Arpini, 49 anos, e a artesã Eloisa Ribeiro Oliveira, 76. Membros da Santo Antônio desde a sua fundação, os dois acompanharam de perto todas as transformações ocorridas na comunidade desde então. “Foi com muita alegria que recebi a notícia do início das obras, pois já estava percebendo o crescimento dos fiéis na comunidade”, disse Eloisa, que é catequista e integrante da Pastoral da Saúde.

“Com a ampliação da nave daremos maior conforto, podendo acolher as pessoas com mais tranquilidade, dando espaço também para as crianças receberem a Palavra de Deus, além de comodidade para realizar as tarefas da comunidade”, acrescentou Mauro, que é Ministro da Eucaristia.

Com a disponibilização de novos espaços, a expectativa por novas atividades também é grande. “Espero que a ampliação traga mais conforto para os fiéis. E que, com mais espaço, possa ser criado um grupo de atividades para a terceira idade. Conversando com amigas também tivemos a ideia da criação de uma biblioteca comunitária feita com doações de livros dos paroquianos; eu já até me disponibilizei a ajudar! Penso que a reforma só trará melhorias!”, comemora a dona de casa Miranda Corona Loss, 86 anos.

Envolvimento

Coordenador da comunidade, Aderirton destaca o envolvimento de todos os paroquianos para viabilizar o projeto.

Coordenador da Santo Antônio há três anos, Aderirton Neves fala com felicidade que toda a comunidade está muito envolvida no projeto da reforma. Orçada em R$ 3,5 milhões, ela depende realmente da participação de todos para ser concretizada. “Todos estão muito empenhados! Estamos fazendo um planejamento financeiro já há algum tempo, com a criação de um fundo específico para viabilizar a obra. Desde então, várias ações foram realizadas para arrecadar a verba necessária”, disse.

A equipe da Acolhida preparou um chá e a comunidade promoveu uma Roda de Boteco que envolveu toda a Paróquia. A festa junina do ano passado também teve um papel muito importante. “Recebemos doações de muitas pessoas para viabilizar a festa, que arrecadou um total de R$ 26 mil integralmente revertidos para o fundo da obra”, contou ele, lembrando que todas as ações realizadas pela comunidade daqui pra frente estarão sempre direcionadas a isso.

A próxima delas é uma Ação entre Amigos que sorteará um carro, uma moto, uma bicicleta e um notebook. As vendas dos bilhetes terão início ainda no mês de abril e o sorteio será realizado pela Loteria Federal, no dia 30 de setembro, data em que a comunidade irá completar 22 anos.

 

Mauro, que é Ministro da Eucaristia, acredita que a reforma dará mais conforto aos fiéis e trará comodidade para realizar as tarefas da comunidade.

Frequentadora da comunidade desde sua fundação, Eloisa recebeu com alegria a notícia do início das obras, pois já havia percebido o crescimento do número de fiéis.

A expectativa da dona de casa Miranda é que a ampliação do espaço possibilite a criação de novas atividades voltadas à terceira idade.