Com o advento dos smartphones e tablets, estes dispositivos se tornam cada vez mais funcionais e úteis para o cotidiano de seus usuários, sobretudo com a utilização dos aplicativos, os pequenos softwares que disponibilizam conteúdos on-line e off-line. Com eles, todo mundo consegue realizar diversos afazeres e ainda se divertir e se comunicar com outras pessoas.

Os apps possuem diversas funcionalidades e permitem que os usuários configurem suas preferências e notificações a receber a partir das ferramentas de localização, hábitos e necessidades. Uma forte tendência deles e que será mais presenciada nos próximos anos é a realidade ampliada, na qual há integração de informações virtuais com visualizações do mundo real.

E no uso dos aplicativos móveis, o Brasil sai na frente: uma pesquisa divulgada em 2016 mostrou que cada brasileiro usa por mês, em média, 29,23 aplicativos, sendo o engajamento mensal, isto é, a quantidade de vezes em que os aplicativos são abertos, de 53,62 aplicativos. Já a média mundial é de 27 aplicativos por mês, para cada usuário, e um engajamento de 39 aplicativos.

Dentro desse contexto e olhando para o dia a dia de seus fiéis, dioceses e paróquias podem ter nos aplicativos uma eficiente ferramenta de evangelização e de proximidade. Eles podem favorecer um dinamismo muito maior à paróquia na medida em que as informações e atividades das pastorais irão extrapolar os limites físicos da paróquia para se fazerem presente no cotidiano dos paroquianos.

Imagina chegar uma notificação nos celulares dos fiéis sobre aquele importante evento, campanha do dízimo ou uma mensagem do pároco? E ainda paroquianos que desejam visualizar e não esquecer a programação da festa do padroeiro? Ou então pessoas que não estão numa comunidade eclesial que, pela rede ou loja de aplicativos, descobrem o app da paróquia ou diocese e, com isso, se sentem tocadas pela novidade e mais ainda pelo amor de Deus expresso numa ferramenta tecnológica? Com toda certeza, muitos se sentiriam motivados a participar das atividades não só pelo precioso leque de opções oferecidas, mas pelo simples fato de perceber o cuidado e atenção da Igreja de estar mais próxima do cotidiano das pessoas.

Os aplicativos móveis de forma alguma substituem o contato pessoal e, muito menos, a vivência dos sacramentos no espaço da igreja. Entretanto, não podemos nos abster desta realidade atual que permitirá uma maior unidade e comunhão dos membros do Corpo de Cristo.

O investimento terá, assim, um retorno certo já que mais pessoas podem ser atingidas, participar dos eventos e encontros, e até retorno um financeiro, por exemplo com uma seção própria para a Pastoral do Dízimo divulgar suas campanhas e, por meio do aplicativo, permitir transferências e doações on-line para a paróquia.

Ferramentas, conteúdos e criatividade não faltam na hora de se construir um aplicativo paroquial ou diocesano. Fica, portanto, a motivação para que os responsáveis e agentes da comunicação conheçam melhor essa plataforma e o mundo cheio de possibilidades que se abre para a evangelização!