Quando movidos por objetivos ou causas em que realmente acreditam, os jovens podem levantar bandeiras e promover obras de grande repercussão. Não é à toa que o então Papa João Paulo II _hoje São João Paulo II_ disse, certa vez: “Se os jovens soubessem a força que têm, incendiariam o mundo”. Atualmente, a Igreja Católica é a que tem maior número de fieis no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, a idade média desses fiéis é superior aos 30 anos.

Por outro lado, cada vez mais jovens aderem a grupos religiosos para avivar a fé. Claro, sabemos que só depois de muito tempo a Igreja começou a revelar o seu rosto jovem, e por meio de vários elementos pedagógicos e proféticos, foi formando jovens protagonistas, conscientes e construtores do Reino de Deus, da tão sonhada “Civilização do Amor”. Com o passar do tempo a Igreja foi encontrando formas de acolher e organizar a juventude, daí foram surgindo vários grupos, movimentos e novas comunidades.

ADORAÇÃO

Há pouco mais de um mês, fruto das Comunidades Santo Antônio, Santa Luzia e Perpétuo Socorro, nasceu mais um grupo de jovens adoradores em Vila Velha. Toda quarta-feira às 21h eles se reúnem em adoração ao Santíssimo Sacramento em uma das comunidades (Santa Luzia). O primeiro encontro do grupo aconteceu no dia 14 de maio, mas, apesar de recente, cerca de 70 jovens compareceram já na primeira adoração, organizada por eles mesmos.

Para o jovem Luiz Felipe Guerra Alves, 18, a iniciativa das adorações nas noites de quarta-feira foi uma ótima ideia, pois é uma maneira de estar mais presente na Igreja, apesar do trabalho diário que, muitas vezes, ocupa todo o tempo disponível. “Às vezes acabamos deixando a Igreja de lado durante a semana por conta da rotina, e apenas vamos à Missa aos domingos. Essa adoração na quarta nos dá a oportunidade de parar uma horinha e rezar com calma em meio à agitação do meio da semana”, avaliou Luiz.

Pertencente à Comunidade Santo, Luiz Felipe diz que a adoração do grupo tem uma energia direcionada ao público jovem. “É um momento de louvor e contato com Deus, onde nos expressamos de uma forma espontânea e confortável. Sem a nossa participação, a adoração perde seu sentido inicial e a característica jovem”, pontuou.

No entanto, o jovem ressalta que a adoração não substitui uma Celebração Eucarística. “A adoração não tem os elementos necessários para substituir uma Missa ou celebração. Por exemplo, não celebramos a Palavra e nem comungamos durante a adoração, dois ritos essenciais para o católico”, destacou.

DIANTE DO ALTAR

Para Sarah Lima Ribeiro, que mudou-se para Vila Velha há apenas 6 meses, a adoração é um momento propício também à reflexão. “Há momentos durante a oração quem me fazem pensar em algumas coisas nas quais sozinha não pensaria. Depois analiso, com certeza é o Pai falando comigo”, afirmou.

A adoração começa com músicas que ajudam o jovem a se concentrar e aquietar o coração. “Uma coisa muito bonita da iniciativa é que o Padre Anderson chama ao altar os jovens que participam deste momento pela primeira vez e pede aos que já participam a mais tempo que orem pelos convidados. Isso é muito importante porque cria e aumenta os vínculos entre os jovens e a igreja e desinibe para o que ocorrerá a seguir”, disse Sarah.

De acordo com a jovem, as adorações são ótimas oportunidades para o jovem que não tem o costume ou não gosta de ir à Missa “E são esses jovens que passaram ou passam por algum sofrimento, remorso ou humilhação que mais precisam da ajuda de Deus”, observou.

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