O brasileiro é conhecido pela sua alegria, espontaneidade e forte sentimento religioso. A diversidade de culturas, sotaques e linguagens dentro de um mesmo país estão presentes não somente no dia a dia das pessoas, mas também nos meios de comunicação. Uma realidade da qual a Igreja não se isenta e quer também estar inserida.

A Igreja no Brasil, a partir dos esforços das dioceses, expressões religiosas e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tornou-se, nas últimas décadas, um campo fértil para a proliferação dos mais diversos meios de comunicação dentro da lógica do mass media. São redes de televisão e rádios de inspiração católica; agências de marketing e publicidade; desenvolvimentos de sites, aplicativos e softwares; plataformas digitais; jornais; revistas; livros; e produções fonográficas e audiovisuais.

Vemos, assim, a atuação de bispos e sacerdotes, como pastores do povo de Deus, mas também um grande protagonismo leigo. Conforme, aponta o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, documento lançado pela CNBB em 2014, há todo um esforço no país no sentido de acompanhar o desenvolvimento do processo comunicacional para que a Igreja atualize a sua missão no mundo. Deste modo, torna-se vital elaborar novas estratégias para que cada vez mais pessoas sejam atingidas e se invista na formação do leigo, como aquele que será porta-voz da mensagem de Cristo e de sua Igreja.

A comunicação é assumida, desta forma, como responsabilidade de todos. O próprio diretório representa este empenho da Igreja no Brasil pois trata-se de um documento que visa aprofundar e reunir de forma orgânica os conhecimentos e referências sobre a “natureza e a importância da comunicação para a vida da comunidade eclesial, nos processos de evangelização e no diálogo com a sociedade” (Diretório, p.10).

Para tal, como o texto destaca, a Igreja precisa compreender o contexto do homem de hoje, sua cultura e seus ideais a fim de responder aos desafios dos novos tempos. Ainda segundo o texto, quando menciona o Documento de Aparecida, “isso exige, da parte dos pastores, maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o ‘ser’ e o ‘fazer’ do leigo na Igreja” (Diretório, p.99).

Assim como na Igreja e no mundo todo, o Espírito Santo suscitou no Brasil diversos e diferentes carismas. Cada um com seu modo próprio é chamado a transmitir a mensagem central da Igreja: a salvação das almas e sua consequente busca de solidariedade, paz e justiça social. Este anseio configura-se, portanto, como o objeto dos meios de comunicação utilizados pela Igreja. Um verdadeiro mosaico de cores que pode ser levado a tantos a partir de uma efetiva pastoral para a comunicação.

Os diversos meios existentes em nosso país contemplam, assim, essa diversidade de ações e modos de ser Igreja. Os instrumentos criados e tão amplamente difundidos abrangem todos e necessitam, cada vez mais, de um acompanhamento próximo dos pastores e líderes leigos e de um investimento consistente e generoso para se tornarem um com aqueles que já estão no rebanho, mas sobretudo com aqueles que ainda precisam conhecer a misericórdia do Pai.