A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325.

Pouco se sabe sobre o autor e a origem do quadro da Virgem do Perpétuo Socorro, o que se imagina é que tenha sido pintado por um artista grego, devido às inscrições, na parte superior do quadro, onde temos as letras gregas que significam “Mãe de Deus”.

Vários nomes foram dados a esse quadro: “Virgem da Paixão”, “A Madona de Ouro”, “A Mãe dos Lares Católicos”, “A Mãe dos Missionários Redentoristas”. O nome escolhido pela própria Virgem Maria é “Mãe do Perpétuo Socorro”. É também o nome pelo qual o Papa Pio IX pediu aos missionários redentoristas que a fizessem conhecida no mundo inteiro. Sua história é a história de como Deus orienta os acontecimentos humanos para os desígnios divinos.

O que mais nos impressiona no quadro é a figura do menino, que encontra no colo de sua mãe, o seu socorro. No quadro, o Menino Jesus contempla um dos anjos, que respectivamente seguram nas mãos os instrumentos prefigurativos dos sofrimentos futuros da Paixão e Morte do Salvador: lança, vara com a esponja, o cálice com fel, cruz e cravos.

Ao correr para os braços de sua mãe, o Menino Jesus deixa dependurado o cadarço de sua sandália, a nos indicar que até mesmo no último momento devemos estar ligados a ele e a sua Mãe, como o definitivo socorro.
Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel. Miguel segura a lança e a esponja com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela.

O Menino Jesus com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe.

Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar: “Este é o Senhor Nosso Deus”.

As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus.
No ícone pode se observar com grande clareza:

As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras.Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego ; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”.

Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o ícone.

Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada.

Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem.

O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.

Quanto a Maria, seu olhar é grandioso a nos fitar com ternura, ela toma as mãozinhas do seu menino e nos apresenta como seu e o nosso Perpétuo Socorro.

Segundo uma antiga tradição, o quadro é uma pintura em estilo bizantino, e é também uma reprodução de uma pintura feita por São Lucas evangelista, que além de médico e escritor, era pintor.

Conta se que um rico comerciante em viagem pela região da Ilha de Creta, ao contemplar o quadro em uma igreja, não se conteve, e o furtou trazendo o para Roma. O fato deixou a população da ilha entristecida.

Quando o comerciante faleceu a Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava o quadro em casa. Nossa Senhora pediu que o quadro fosse entronizado na Igreja de São Mateus e que lá fosse invocada como mãe do Perpétuo Socorro.

Esteve o milagroso quadro em poder dos Agostianos, depois dos Redentoristas, e, no ano de 1866, foi introduzido na igreja de Sto. Afonso. O Santo Padre Papa Pio IV recomendou aos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório(Redentoristas): “Fazei que o mundo conheça o Perpétuo Socorro”.

No Brasil, a devoção chegou no ano de 1893 e à nossa cidade de Itajaí, em 1972.

O quadro por si só fala mais que muitos livros; incontáveis são os favores daquela expressão de fé, e manifestação do perpétuo amor de Deus.

“Elevo meus olhos para o monte de onde virá o meu socorro […] o meu socorro vem do Senhor…”.