Conhecida por interceder fervorosamente pelo filho Agostinho, Santa Mônica foi criada por uma escrava que cuidava do filho dos senhores e dessa senhora recebeu educação e ensinamentos religiosos. Casou-se aos 18 anos com Patrício, porém, não era feliz em seu casamento, sofrendo com a infidelidade e violência do marido.

Teve 3 filhos: Agostinho, Navigio e Perpétua. Ao atingir certa idade, o mais velho passou a viver no pecado e vícios. Mônica tentou ensiná-lo de todas as formas o valor de suas ações, entretanto, cada vez a batalha se tornava mais difícil. Independente das dificuldades, ela não desistiu; perseverou e manteve suas orações por longos 30 anos. Em momento algum, se deixou abater e, mesmo após tanto sofrimento e espera, alcançou seu grande sonho. Seus dois filhos e seu marido foram convertidos ao cristianismo.

Com 56 anos, antes de morrer, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “uma única coisa fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”. Por essa razão, o filho Agostinho pode escrever: “ela me gerou, seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.

Santa Mônica deixou para todas as mães o ensinamento de que, além de educar os filhos para viverem em sociedade, é preciso também educá-los para Deus, desenvolvendo neles a vida espiritual. Ela ensina ainda que mães e pais devem se preocupar com a salvação e santificação de seus filhos. Exemplo de fé e devoção que inspira a sermos melhores todos os dias, ajudando o próximo e orando por quem precisa de salvação. Seu dia é comemorado em 27 de agosto.

Oração:Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se. Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que se abram as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna, a beleza do sacrifício materno. Rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para as famílias e para sua própria santificação. Amém”.

Santo Agostinho

Seu nome era Aurélio Agostinho. Filho primogênito de Patrício, que era pagão e pequeno proprietário de terras. Sua mãe, Mônica, sempre buscou educar o filho na fé cristã. Porém, por causa do exemplo do pai, não se importava com a fé. Agostinho seguiu a doutrina maniqueísta, depois a hedonista. Viveu 13 anos com uma mulher, com a qual teve um filho chamado Adeodato, que morreu repentinamente. Então, decidiu voltar para Tagaste.

Seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite “Toma e lê”. Assim, encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo… não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Depois de perder sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da graça e da verdade. Seu dia é comemorado em 28 de agosto.

Oração: “Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa à admirável luz do Evangelho e aos retíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predileção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde, juntamente convosco, cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.