O calendário litúrgico registra 19 de Março como o dia dedicado a São José, esposo da Virgem Maria. Apesar da Quaresma, a Igreja substitui a cor roxa pela branca, dada a importância desse grande santo para a Igreja. Já há algum tempo, vem se estudando os escritos antigos com o intuito de descobrir mais sobre a pessoa mais enigmática da Sagrada Família: José, o pai adotivo de Jesus na terra.
José nasceu provavelmente em Belém, terra de Davi e seus descendentes. Seu pai chamava-se Jacó e sua mãe, Raquel. Era carpinteiro por profissão e morava em Nazaré.
Foi em Nazaré que José conheceu e se casou com Maria, que à época da Anunciação ainda era sua noiva. Maria, com a idade de 14 anos foi dada em casamento a José, mas continuou a morar com a família em Nazaré da Galiléia ainda por um ano, cumprindo o tempo determinado pelos hebreus, período entre o casamento e a entrada da casa do esposo. Foi ali que recebeu a visita do anjo Gabriel. Como o anjo também havia anunciado a gravidez de sua prima Isabel, Maria foi visitá-la. Voltando da Judeia, Maria colocou José diante de uma maternidade que ela não podia explicar. Muito inquieto, José ficou angustiado e pensou até em deixar Maria e fugir secretamente, para que não fosse condenada em público, como previa a lei.
José estava para pôr em prática sua ideia, quando um anjo apareceu em sonho a fim de dissipar os seus temores e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas em casar com Maria, porque aquele que foi gerado nela vem do Espírito Santo”. Assim todos os tormentos de José foram dissipados e ele antecipou a cerimônia da festa de ingresso na sua casa com sua esposa.
Ele tomou Maria e a levou para Belém e estava presente no nascimento de Jesus. Avisado de novo por um anjo das intenções do Rei Herodes, José levou Maria e Jesus para o Egito e eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo apareceu de novo a José, avisando da morte de Herodes.
José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando dele e de Maria quando os Reis Magos chegaram. Defendeu o bom nome da Virgem Maria e Jesus o chamava de pai e queria ser conhecido como o filho de José.
Ele levou Maria e Jesus para visitar o templo e apresentar o menino Jesus a Deus. E juntamente com Maria ficou preocupado quando Jesus se perdeu no templo, aos 12 anos de idade.
A última menção feita a São José nas sagradas escrituras é quando procura por Jesus no templo de Jerusalém. Os estudiosos das escrituras acreditam que ele já era idoso e morreu antes da Paixão de Jesus Cristo.
A veneração especial a São José começou na igreja moderna, quando os escritos apócrifos passaram a relatar a sua história, espalhando-se no século XV. Em 1479 ele passou a integrar o Calendário Romano, que fixou 19 de Março como data para celebração de sua festa.
São Francisco de Assis e Santa Teresa Davila ajudaram a espalhar essa devoção e, em 1870, São José foi declarado patrono universal da igreja pelo Papa Pio IX. Em 1889, o Papa Leão XIII o elevou a bem próximo da Virgem Maria e o Papa Benedito XV o declarou patrono da justiça social.
Pio XII estabeleceu uma segunda festa para São José, a festa de “São José, o trabalhador” em 1º de Maio. Nesse dia ele é considerado pelos devotos como padroeiro dos carpinteiros.